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especulação em agosto |
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setembro 2003 |
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# 6 xitizap | mozal, mavoco e os media | lixos da Mozal | blackout em New York | especulação em agosto | pixels | elektro papos | links & downloads |
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por norma, vou pró observatório sempre que a EDM (Electricidade de Moçambique) me interrompe o serviço eléctrico. À noite, aponto o telescópio a um qualquer objecto Messier. De dia, espreito o Sol em busca de sunspots. e, em Agosto, foi certamente por sorte que consegui enriquecer a colecção de fotos de SOLSPOTS. Significativamente, e na proporção dos cortes EDM na primeira semana do mês. Duas famílias de sunspots inquietavam-me particularmente e a coisa começou a cheirar-me a tempestade magnética. |


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Sabia que estávamos em maré alta do ciclo solar # 23(1998-2009) e, numa fase de download do xitizap # 6, o que menos me convinha era uma internet ainda mais lenta - sobretudo num momento em que era necessário redobrar atenções sobre o que andavam a Mozal e o MICOA fazendo em Mavoco. Decidi por isso dar um giro pelos observatórios à procura de alertas de tempestades solares. E rapidamente confirmei que, a 6 de Agosto, a actividade magnética do Sol havia entrado em anormal excitação. Era pelo menos o que revelavam as informações da nave ACE (Advanced Composition Explorer) que, a 1.5 milhões de km da Terra, mede o fluxo de iões e electrões emanados pelo Sol aquando das suas alterações magnéticas. Estas informações eram igualmente corroboradas pelas medições do SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) - uma nave que orbita o Sol desde 1995 e que, entre outras coisas, mede as ondas de choque interplanetárias causadas pelas ejecções de massa coronal (EMC) oriundas do Sol. |



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E, como não há duas sem três, o novo satélite IMAGE (Imager for Magnetopause-to-Aurora Global Exploration) também indicava a presença de fluxos das partículas usualmente características de tempestades magnéticas. Mas, muito embora ainda escasseassem dados sobre a velocidade destes ventos solares de Agosto 2003, era pelo menos possível definir uma janela de ocorrência - à espantosa velocidade de 300 a 1200 km/s, estas partículas electricamente carregadas varreriam a Terra dentro de 3 a 9 dias ! Da carga de fotões é que eu já não me livrava porque, à velocidade da luz, os fotões ejectados pelo Sol levam cerca de 8 minutos a atingir a |
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Terra. Mas, segundo contam, daí não vem mal à cabeça. Por isso, bati mais umas chapas de uma família de sunspots e, cautelosamente, recolhi-me logo que a EDM restabeleceu o serviço eléctrico. aproveitei para rever as fotos dos recentes eclipses do Sol (Changara 2001, Massingir 2002) - e reflectir sobre as ejecções de massa coronal (EMC) que só nessa altura se tornam visíveis para os terráqueos. Recorde-se que os principais distúrbios solares são de dois tipos: um, diz respeito à chamada chama de Sol (flare) - que é uma descarga de radiação breve, mas intensa e que ocorre à superfície do Sol, normalmente junto aos sunspots. O outro tipo de distúrbio - a ejecção de massa coronal (EMC) - é uma erupção na camada mais exterior do Sol que vomita biliões de toneladas de material para o espaço interplanetário a velocidades que podem atingir 2 000 km/s. E embora os físicos teorizem que os sunspots, as flares e as EMCs resultam de alterações do campo magnético do Sol, ninguém ainda percebeu porque é que estas perturbações ocorrem em ciclos de 11 anos. Note-se que, no passado, os cientistas consideravam que seriam os flares os causadores das tempestades magnéticas mas, actualmente, tende-se a aceitar que elas derivam antes das ejecções de massa coronal que, em violento contacto com a magnetosfera, torcem e retorcem as linhas do campo magnético da Terra causando dramáticas perturbações em tudo o que é equipamento eléctrico. Quando acabei de rever as fotos dos eclipses solares de Changara 2001 e Massingir 2002, pelo sim pelo não, fui ao arquivo e coloquei na mesa o ficheiro Québec (Março de 1989). uma semana depois, a CNN anunciava um blackout nos USA e Canadá. imodestamente pensei : BINGO ! alto pretexto para uma especulação xitizap josé lopes Maputo, agosto 2003 em colaboração com Zeca Bamboo (editor Astro Stuff / xitizap) |
