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mozal, mavoco e os media |
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setembro 2003 |
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# 6 xitizap | mozal, mavoco e os media | lixos da Mozal | blackout em New York | especulação em agosto | pixels | elektro papos | links & downloads |
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Agosto 2003 foi mês grande para a Mozal no dia 20 a alumineira concluíu a expansão Fase II - rumo às 506 000 toneladas de alumínio vendível. e não só o fez com 7 meses de antecedência, como ainda poupou perto de 200 milhões USD (20% do budget alocado). O que é notável! talvez por isso seja estranho que esta epopeia industrialista pouca atenção tenha merecido por parte dos media - 2 ou 3 pequenas e enxutas referencias. E zero fotos ! Ao contrário da nova lixeira da Mozal que mereceu ampla cobertura mediática local - a 28, 29 e 30 Agosto. como é óbvio, esta campanha de marketing traduz as prioridades que localmente se colocam à alumineira. E na circunstancia tratava-se de imprimir solene visibilidade à alienação de cruciais responsabilidades ambientais da Mozal - a (des)favor do Estado de Moçambique. Só assim se poderá perceber o invulgar ênfase mediático dado ao novo papel do MICOA (Ministério da Coordenação Ambiental) como dono e gestor da lixeira da Mozal. vindo de quem vem esta opção em privilegiar dejectos - em detrimento das novas 253 000 toneladas de alumínio vendível - não será certamente inocente ... e muito menos um erro da Billiton/Mozal. Infelizmente, pouco, ou mesmo nada, foi dito quanto às razões que terão levado o MICOA (Governo) a comprometer o Estado de Moçambique com as responsabilidades que a Mozal entendeu alienar. e, quando sistematicamente se sugere que a lixeira de Mavoco poderá vir a servir outras indústrias locais, importa aqui apontar um certo vício da alegação. Isto porque durante os próximos 10 anos (pelo menos) a Mozal será praticamente o utilizador exclusivo de Mavoco (ou com mais de 96% das descargas) - a menos que ressurja o tráfico internacional de lixos perigosos. Por outro lado, importa perceber melhor por que razão terá a Mozal aberto mão desta área dos seus negócios. A (des)favor de um Estado, cujo Governo não tem - nem tem que ter - especiais competências e responsabilidades na gestão do perigoso Spent Pot Lining. Porque razão não é a Mozal que contrata directamente com o operador privado (EnviroServe SA) a gestão dos seus perigosos lixos ? Ou seja, as seguintes toneladas anuais de dejectos: 5 451 class G + 4 436 class H:h + 11 540 class H:H e o que é que um Estado anda a fazer nestas piscinas de Flúor ? Será que, afinal, o mercado só tem benesses para um lado ? E que a IFC (Banco Mundial) aposta na estatização dos mercados que, pela sua natureza merdosa, não interessam aos imperiais investidores ? incidentalmente, o marketing Mozal em Agosto enfermou de uma outra perturbante deficiência - particularmente ao nível da informação prestada ao público. isto porque ao longo de milhares de palavras de imprensa, nem uma delas é dedicada à questão mais relevante de Mavoco - o SPL (Spent Pot Lining), sua natureza, periculosidade, e probabilidades de contaminação. tal como seria igualmente interessante que a Mozal desse a conhecer que alternativas ZERO HARM buscou para a questão SPL - à semelhança das suas modernas congéneres noutros países, incluindo RSA. Mas, mais inquietante será talvez o facto de, uma vez mais, a Mozal e o MICOA se esquivarem a prestar garantias firmes quanto à não contaminação de águas na bacia do Rio Movene - um rio que também dá de beber a Maputo, e que pode vir a servir ricas áreas agrícolas. e já agora ... em caso de futuros problemas de contaminação SPL (3 toques em madeira) Mavoco apresenta queixa contra quem ? contra a Mozal ou contra o Estado de Moçambique ? josé lopes maputo setembro 2003 |





